19 Dezembro 2009

Este blog tem o intuito de divulgar a cultura popular brasileira. Se você tem uma sugestão interessante ou conhece um artista anônimo e gostaria de divulgá-lo aqui mande um correio para mim: liria_araujo@hotmail.com

Helena Meirelles (Viola Caipira)


Helena Meirelles, a f¡grande figura da "moda de viola" do Brasil.

Nasceu em 13 de agosto de 1924 na fazenda Jararaca, no estado de Mato Grosso do Sul, divisa com o estado de São Paulo. Filha de boiadeiro paraguaio e de mãe mato-grossense, cresceu entre peões, berrante e comitivas de gado. Interessou-se cedo pelo toque da viola, tanto que aprendeu a tocar sozinha, enfrentando grande resistência dos pais para não fazer-se violeira.

Somente em 1992, aos 68 anos, quando teve a oportunidade de se apresentar ao lado de Inezita Barroso e da dupla Pena Branca e Xavantinho, no Teatro do Sesc, em São Paulo foi que foi reconhecida nacionalmente, embora já fosse muito conhecida na região do pantanal.

Faleceu aos 81 anos, em 28 de setembro de 2005 na cidade de Campo Grande, vitima de parada cárdio-respiratória.

Fonte biográfica: http://prosacaipira.com.br/helena-meirelles-a-dama-da-viola/

16 Novembro 2009

Movimento Maloqueirista

Mais uma vez destaco o trabalho dos maloqueiristas que vem crescendo no Brasil, divulgando a cultura popular dos morros e favelas brasileiras.
Destaco no vídeo a reportagem exibida na TV Cultura.
Força, meninos!!

Mais informaçao sobre o "Movimento Maloqueirista" em http://poesiamaloqueirista.blogspot.com e nesse blog à direita nos Links "Sites Interessantes": "Poesia Maloqueirista, Caco Pontes e Berimba de Jesus"


06 Novembro 2009

Ferreira Gullar



Nós, latino-americanos

Somos todos irmãos
mas não porque tenhamos
a mesma mãe e o mesmo pai:
temos é o mesmo parceiro
que nos trai.

Somos todos irmãos
não porque dividamos
o mesmo teto e a mesma mesa:
divisamos a mesma espada
sobre nossa cabeça.

Somos todos irmãos
não porque tenhamos
o mesmo braço, o mesmo sobrenome:
temos um mesmo trajeto
de sanha e fome.

Somos todos irmãos
não porque seja o mesmo sangue
que no corpo levamos:
o que é o mesmo é o modo
como o derramamos.

17 Janeiro 2009

Samba do Approach (Zeca Baleiro)

"Samba do Approach" de Zeca Baleiro é uma sátira aos estrangeirismos exacerbados, principalmente a "norteamericanizaçao" da Língua Portuguesa que é grandemente promovida pelos emergentes brasileiros, esses novos ricos que sonham viver em "Maiami". Essa linguagem é muito comum e considerada "chic" entre tais classes.
Eu vejo, ouço e divirto-me muito com a cançao. Bom proveito a todos!

30 Novembro 2008

Torquato Neto

A Adriana Calcanhoto cantou um poema dele em seu show em Girona dia 06/10/2008, e aproveitei a idéia para postar algo dele.



Torquato Pereira de Araújo Neto, nasceu em Teresina PI em 09/11/44. Foi morar no Rio de Janeiro, foi jornalista, compositor, cantor e mentor do movimento Tropicalista juntamente com os baianos Caetano Veloso, Maria Betania, Gal Costa e outros. Em 10/11 de 1972, o Brasil perdia essa personalidade confusa, polêmica e extremamente genial. Torquato Neto morreu ao completar 28 anos. Sua alma não cabia mais dentro do seu corpo.

(Texto extraído de http://anjotorto.wordpress.com/2007/09/03/porque-torquato-neto/)

O Poeta é a Mãe das Armas


O Poeta é a mãe das armas
& das Artes em geral —
alô, poetas: poesia
no país do carnaval;
Alô, malucos: poesia
não tem nada a ver com os versos
dessa estação muito fria.

O Poeta é a mãe das Artes
& das armas em geral:
quem não inventa as maneiras
do corte no carnaval
(alô, malucos), é traidor
da poesia: não vale nada, lodal.

A poesia é o pai da ar-
timanha de sempre: quent
ura no forno quente
do lado de cá, no lar
das coisas malditíssimas;
alô poetas: poesia!
poesia poesia poesia poesia!
O poeta não se cuida ao ponto
de não se cuidar: quem for cortar meu cabelo
já sabe: não está cortando nada
além da MINHA bandeira ////////// =
sem aura nem baúra, sem nada mais pra contar.
Isso: ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. ar. a
r: em primeiríssimo, o lugar.


poetemos pois

Fonte: http://www.secrel.com.br/jpoesia/tor.html

02 Novembro 2008

Cecilia Meireles



Retrato

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.


Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.


Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?


No mês de novembro nasceu e faleceu Cecília Meireles, por isso uma homenagem a essa grande poetisa brasileira, do Rio de Janeiro onde nasceu em 07/11/1901 e faleceu em 09/11/64.